A vida dos líderes empresariais está a ficar mais difícil, porque há novas exigências internas e externas, uma concorrência atenta ao momento e ciclos de inovação cada vez mais curtos.

Um em cada cinco executivos de topo de grandes empresas vai perder o lugar nos próximos dois a três anos, por falta de atualização e conhecimento em temas que têm evoluído extraordinariamente rápido, que alteram de sobremaneira a estratégia e o modelo de negócio a adotar e que determinam o sucesso e resultados das companhias.

No passado mais longínquo os executivos das empresas com dimensão significativa, pertencentes ao núcleo familiar de acionistas ou vindos de fora, eram essencialmente escolhidos pelas seus conhecimentos e experiência de sucesso no segmento de negócio em causa – a curva de experiência no setor estava muito próxima daquela que era a curva de competência. 

No passado mais recente, a acrescer a estas caraterísticas, a seleção tornou-se mais exigente em relação ao perfil comportamental e reputação – a capacidade de liderança, de comunicação, os valores e princípios. Não bastava conhecer bem o negócio, mas também, conseguir mobilizar e alinhar as pessoas com a estratégia e manter todos os stakeholders satisfeitos, para atingir as metas definidas.

Na verdade, nos dias de hoje tudo se mantém válido, mas já não chega! Como nos alerta um estudo recente publicado numa reputada revista internacional, os executivos de topo têm de atualizar-se rapidamente para evitarem perder o seu lugar para outros mais competentes. 

Os ciclos de mudança das empresas são vitais para a sua sobrevivência e estão cada vez mais curtos, devido à imprevisibilidade dos mercados, à disponibilização de novas ferramentas tecnológicas e ao surgimento de novas empresas muito adaptadas à realidade atual. 

E o CEO tem de se adaptar ou deixará de ter lugar.

Não é suficiente o CEO contratar pessoas muito habilitadas para a sua equipa, porque, no limite, as grandes decisões vão acabar por passar sempre por si. Não basta ser um bom líder… tem de conhecer e estar bem informado sobre os novos fatores que impactam o negócio. 

E um bom líder deve munir-se de advisors independentes com grande experiência de gestão, forte conhecimento do negócio e da empresa, que acompanhem com grande proximidade e capazes de dar o counseling necessário para o ajudar a implementar mudanças estratégicas e operacionais que permitam à empresa sair vencedora.

Os acionistas já não falam do melhor CEO, mas do CEO certo, seja membro da família ou um profissional contratado. Se o certo for o atual, então tem de estar preparado para um processo de aprendizagem exigente, para mudanças por vezes radicais na abordagem de mercado ou alterações na estrutura organizacional.

Se para ser o certo for necessário a empresa escolher outro, então tem de se escolher bem.